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Sigilo Médico: Mitos e Desinformação

23 de fevereiro de 2024·por Alessandro Caldonazo·Direito Médico e da Saúde·2 min de leitura
Sigilo Médico: Mitos e Desinformação

O sigilo médico, previsto no Código de Ética Médica e amparado pelo Código Civil, configura-se como princípio fundamental na relação médico-paciente, assegurando a confidencialidade das informações compartilhadas durante consultas, exames, diagnósticos e tratamentos.

No entanto, observa-se a proliferação de informações errôneas acerca do tema, o que pode gerar insegurança e comprometer a confiança na relação médico-paciente.

Neste contexto, torna-se crucial esclarecer algumas premissas equivocadas comumente propagadas:

1. Abrangência do Sigilo Médico

Mito: O sigilo médico restringe-se à atuação de médicos.

Realidade: O sigilo médico abrange todos os profissionais da área da saúde, incluindo enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, dentistas e outros, conforme disposto no Código de Ética Médica.

2. Exceções ao Sigilo Médico

Mito: O sigilo médico é absoluto e inquebrável.

Realidade: O sigilo médico pode ser excepcionado em situações específicas previstas em lei, tais como:

  • Perigo iminente à vida do paciente ou de terceiros;
  • Cumprimento de ordem judicial fundada;
  • Denúncias de crimes, como maus-tratos contra crianças ou idosos;
  • Riscos à saúde pública, como em casos de epidemias.
3. Consentimento Informado do Paciente

Mito: O compartilhamento de informações confidenciais do paciente dispensa sua autorização.

Realidade: O compartilhamento de dados confidenciais do paciente exige seu consentimento expresso e específico, exceto nas hipóteses legais de exceção.

4. Sigilo Médico na Telemedicina

Mito: O sigilo médico não se aplica à telemedicina.

Realidade: O sigilo médico é aplicável a todas as formas de atendimento médico, inclusive à telemedicina, assegurando a confidencialidade das informações durante consultas online.

5. Acesso ao Prontuário Médico

Mito: O paciente não tem direito de acessar seu prontuário médico.

Realidade: O paciente possui o direito de acessar seu prontuário médico, podendo solicitar sua cópia, conforme previsto na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Para garantir a proteção de seus dados e a efetividade do sigilo médico, o paciente deve:
  • Conceder autorização expressa e específica para o compartilhamento de informações confidenciais;
  • Solicitar e analisar seu prontuário médico, verificando a veracidade e a completude das informações;
  • Em caso de dúvidas ou violações do sigilo médico, buscar orientação profissional especializada em Direito Médico.
Ter uma assessoria jurídica especializada é essencial para te proteger nos momentos cruciais que podem custar, infelizmente, sua carreira!

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Alessandro CaldonazoAdvogado, OAB/SP 373.229. Direito Médico e da Saúde, com atuação exclusiva na defesa de médicos, dentistas, clínicas e hospitais.
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